Patrimônio edificado e museus de arte contemporânea em Belém, Pará: permanências e transformações alegóricas
DOI:
https://doi.org/10.21726/rcc.v15i1.2802Palavras-chave:
Preservação, Conservação, ValoresResumo
Para salvaguardar um bem cultural imóvel é necessária e importante a compreensão sobre sua representação para aqueles que estão em contato com o edifício. Os valores atribuídos aos monumentos são essenciais para que a salvaguarda desses edifícios contemple não só a sua materialidade, mas também seus significados, ressaltados aqui como parte relevante para a preservação e o pleno entendimento de tais marcos histórico-culturais. Todavia, diante das transformações pelas quais as edificações inevitavelmente passam em consequência de sua mudança de uso,
seu estado físico é afetado, assim como seus valores podem sofrer determinadas mudanças, ou ainda outros podem ser criados. É com base em tal premissa que este trabalho analisará os valores atribuídos à Casa das Onze Janelas, ao Palácio Lauro Sodré e ao Palacete Augusto Montenegro, edificações localizadas em Belém, Pará, que possuem em seu histórico importantes funções que trouxeram modificações significativas, incluindo o atual uso como museu. O objetivo é compreender, pela análise de suas antigas e novas ocupações, os valores que lhes foram atribuídos e como estes se relacionam com o atual uso das edificações como museus de arte contemporânea. A metodologia parte do estudo histórico dos usos das construções e de observação in situ das suas novas funções, correlacionadas à pesquisa bibliográfica sobre patrimônio e valores presentes nos trabalhos dos autores Alois Riegl (2006), Salvador Muñoz Viñas (2003) e Françoise Choay (2006). Previamente, como resultado, constatou-se que o uso como museu de arte contemporânea interage diretamente com os valores já existentes e, com o tempo, até mesmo adicionou novos valores contemporâneos aos edifícios.

