Salvaguarda do patrimônio cultural imaterial no estado do Pará: ações dos poderes Executivo e Legislativo

Autores

DOI:

https://doi.org/10.21726/rcc.v15i2.2981

Resumo

O artigo analisa a salvaguarda de bens de natureza imaterial no Brasil na esfera dos poderes Executivo e Legislativo. O texto aborda a trajetória do patrimônio cultural no Brasil, que se fez, inicialmente, com ênfase na materialidade dos bens culturais. Em uma ampliação do conceito, houve a abertura para o universo imaterial, formalizada pela Constituição Federal de 1988 e pelo Decreto n.º 3.551/2000. Esta pesquisa debruça-se sobre o processo de salvaguarda do patrimônio imaterial, instituído pelo IPHAN via Resolução n.º 001/2006. O referido processo exige análises aprofundadas, participação comunitária e decisão colegiada. Posteriormente, o artigo volta-se para a declaração, pelo Poder Legislativo, de bens culturais como patrimoniais, questionando: trata-se de uma prática de salvaguarda ou apenas um ato declaratório? Como exemplo, toma-se o estado do Pará, que apresenta mais de 200 atos declaratórios pelo órgão legislativo estadual em contraposição a apenas um bem cultural imaterial patrimonializado pelo Poder Executivo. Considera-se, assim,
urgente o entendimento entre as ações do Executivo e do Legislativo, para que se possa garantir a efetiva salvaguarda do patrimônio cultural imaterial no país.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Wanessa Pires Lott, UFPA

Doutora em História pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Professora adjunta da UFPA.

Downloads

Publicado

2026-10-16

Como Citar

Pires Lott, W. (2026). Salvaguarda do patrimônio cultural imaterial no estado do Pará: ações dos poderes Executivo e Legislativo. Revista Confluências Culturais , 15(2), 65–80. https://doi.org/10.21726/rcc.v15i2.2981

Edição

Seção

Artigos de Fluxo Contínuo