Memória institucional como patrimônio cultural educacional: a trajetória do Colégio Politécnico da UFSM
DOI:
https://doi.org/10.21726/rcc.v15i2.2996Palavras-chave:
Patrimônio Cultural Educacional, Memória institucional, Documento arquivístico, Identidade acadêmicaResumo
O presente artigo analisa a constituição da memória institucional do Colégio Politécnico da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) como patrimônio cultural educacional, compreendendo-a como elemento estruturante da identidade acadêmica e das práticas formativas desenvolvidas ao longo de sua trajetória. A pesquisa, de abordagem qualitativa e caráter descritivo-analítico, fundamenta-se em revisão de literatura sobre documento arquivístico, patrimônio cultural e memória institucional e na análise de fontes arquivísticas institucionais, articulada à coleta de narrativas de sujeitos vinculados à história da instituição. A interpretação de documentos normativos, registros administrativos, fotografias e relatos de memória permitiu estruturar o percurso institucional em três fases históricas – Escola Agrotécnica de Santa Maria, Colégio Agrícola de Santa Maria e Colégio Politécnico da UFSM –, evidenciando permanências, transformações e redefinições identitárias ao longo de 65 anos. Argumenta-se que a sistematização da memória institucional ultrapassa a dimensão administrativa e configura-se como prática de construção patrimonial no campo educacional, contribuindo para o fortalecimento da identidade acadêmica e para o reconhecimento do patrimônio cultural educacional como campo legítimo de investigação nas instituições de ensino.


